Esta bombando na imprensa, e principalmente nas redes sociais, o caso da enfermeira que matou seu cachorrinho de estimação com requintes de maus tratos. Feitas as devidas ressalvas em defesa do cãozinho, chegou a hora de também defender o outro lado. Ora, tão covarde quanto o linchamento que o animal sofreu, tem sido esse linchamento moral sofrido pela enfermeira.
As notícias tem sido de que ela não pode voltar para a casa dela, que os telefones e endereço foram divulgados, que ela tem sido ameaçada de morte. Um médico da cidade que, por azar, compartilha do mesmo sobrenome, também teve todos os seus dados divulgados na internet.
O brasileiro sempre me surpreende, mas sempre pra pior. Ora, ela matou um cachorro, mas só descobrimos isso graças a uma filmagem ilegal, a qual estava filmando o quintal da casa dela.
Será que todos nós gostaríamos que nossos erros íntimos fossem expostos dessa forma? (quem não tem seus esqueletos no armário).
Agora essa mobilização toda em volta de um cachorrinho. Ok, os animais merecem sua defesa. Agora pra malhar um deputado que é filmado colocando dinheiro na meia, na cueca, recebendo propina, roubando o dinheiro que podia melhorar em muito o pais (inclusive melhorando a fiscalização sobre os animais domésticos) ninguém faz.
Mas sei lá, vai que se faz todo esse carnaval pra que as pessoas tenham um sentimento de civilidade que se cumpre, de cidadão que defende seu país. Assim todos nós sairemos de alma lavada. Só que em todos os casos de linchamento público que ocorrem, sempre são feitos exageros os quais não podem ser revertidos. O caso da escola de base ainda nos assombra até hoje.
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