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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Ele esta para chegar

Esse post é totalmente inspirado e garfado do blog da Vilma, pois também estou em processo de arrumação.

Diferente da situação dela, onde a arrumação e consequente enfrentamento (sim, enfrentamento) se deu por causa de um novo guarda-roupa, para mim se dá por causa de uma nova casa.

Meu casamento esta chegando, e com ele a mudança. Bom pra início estou saindo da casa dos meus pais, um belo sobrado, parar morar no meu aconchegante e pequeno apartamento, onde vou dividir meus dias com a Flávia. Bom, a Flá também vive numa casa.

Disto vcs devem ter chegado ao x da questão: como acomodar tudo o que a gente costuma acumular numa casa para dentro de um apartamento.

Resposta óbvia: Não dá. Ou vc abusa dos seus pais, e larga tudo o que vc não tem coragem de jogar fora, mas que também não quer entulhando sua casa, na casa deles, ou cria coragem, leva todas as traqueiras para o seu novo lar e organiza.

Optamos pela segunda proposta. E, pasmem, descobrimos que não haverá armários e prateleiras no mundo que deem conta de tanto papel que temos. Bom, imaginem o que é juntar um Advogado, viciado em Histórias em quadrinhos com uma turismóloga (recem formada) com uma queda por mitologia grega.

Temos papéis e livros em demasia. (PS: esqueci de dizer que sou viciado em segunda guerra também, e que nós dois somos músicos....).

Papel, papel, papel. Como decidir o que serve e o que é lixo (reciclável, como manda um mundo sustentável). Bom, qto a faculdade eu fui bem simples, aprovado num dia, joguei tudo fora no dia seguinte. Estou tentando convencer a Flá desta atitude libertadora. Para o resto, bem, beirando o Transtorno Obessessivo-Compulsivo, estou catalogando tudo e colocando em pastas.

Ainda assim, meus mais de 2000 gibis (HQs, melhor dizendo) não cabem lá, nem os nossos trocentos livros (que já geraram o gasto extra de uma estante, que não estava no orçamento).

É um verdadeiro enfrentamento. Lidar com o apego aos bens materiais, como o passado que eles nos lembram, com as decisões erradas que teimamos em achar certas (como aquelas 2000 folhas de filosofia que tirei cópia na faculdade, nunca li, mas não admito que comprei à toa).

Bom, de qualquer jeito, em dois meses estamos lá em definitivo, com bagunça ou não.

Deixa eu ir embora, que lembrei que hoje tenho que levar o guarda-roupa pra casa.

3 comentários:

Flávia disse...

Amor, valia um novo post a respeito da junção de gostos de duas pessoas. Vale lembrar nossas centenas de cds que tiveram de ser realocados, os dvds, que conforme o tempo passa parecem que vão procriando... sem esquecer das revistas de viagem. Mas... a gente vai conseguir arrumar tudo. Não vou deixar vc na crise não tá?

Flávia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vilma Balint disse...

Felippe e Flá,
Nesse caso, eu acho q a crise é positiva, porque a gente percebe que guarda muita quinquilharia que, cedo ou tarde, irá para o lixo. Aí que a gente vê o que é essencial. Boa sorte pra vcs na separação das bugigangas! :)