Esse não é um conto sobre palmeirenses, mas um fato real.
Tenho um conhecido (que não revelarei o nome para preservar sua identidade) que teve uma atitude facilmente classificada de "Espirito de Porco" (na forma mais aguda).
Aproveitando-se da onda PCC que aflige São Paulo, ele resolveu pregar uma peça!
O distinto rapaz assemelha-se a um Viking mal encarado. Vestindo uma jaqueta, ele deu sinal para um onibus e ao entrar, enfiou a mão na jaqueta como se estivesse segurando algo, e saltou com estardalhaço para dentro do coletivo.
Lá dentro neste momento fez se um tremendo silêncio, os velhinhos quase tiveram paradas cardiacas, o motorista ficou pálido e o cobrador já havia se levantado do seu assento.
Todos aguardavam pelo fatídico incêndio que começaria.
Mas meu conhecido apenas sentou no local reservado para idosos e permaneceu lá até a hora que deveria descer, satisfeito por sua peça ter dado certo.
Eu ri quando soube (mas pensando bem, é de chorar).
Pelo menos nesses dias, ainda existem aqueles que mantém seu bom-humor.
Vale para todos nós nesses dias um conselho do filósofo Sartre: "Feliz aquele que ri de si mesmo, pois terá piadas para o resto da vida".
Um comentário:
Nem precisa revelar o nome desse cara. Ainda que ele tenha sido registrado como José da Silva, só pode ser um Joselito.
Se eu fosse uma das velhinhas, ia dar umas guardachuvadas nesse sem-noção.
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