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quarta-feira, junho 07, 2006

A Copa do Mundo é Nossa

E mais uma vez estamos chegando a uma Copa do Mundo. Momento em que o brasileiro se sente orgulhoso se si mesmo, afinal, é a única coisa que fazemos bem e em que somos potência.

E é sempre igual, ruas decoradas (e que ficam vazias nas horas dos jogos); todo mundo se vestindo de verde e amarelo (uma combinação, digamos, duvidosa); milhares de técnicos espalhados pelo pais (ou seriam milhões), com a certeza absoluta que entendem mais que o Parreira.

Bom, entrei no clima, ou melhor, estou no clima da Copa, mas claro que com restrições. Primeiro, odeio ufanismo desenfreado. Outra, amo futebol bem jogado, então muitas das vezes acabo por não me empolgar nem um pouco com a seleção.

Tenho uma história de amor e ódio com a seleção. Primeiro que na minha mais tenra infância a seleção brasileira de futebol era sinônimo de fracasso. Em especial, graças a Copa de 90, do Lazzaroni, com aquela derrota ridícula pra Argentina.

Devido a tudo isso, desenvolvi um gosto por outros esportes na infância/adolescência, e passei a amar e curtir muito mais meu clube, o São Paulo, do que a seleção (num hipotético jogo entre os dois, não restam dúvidas de que eu iria torcer para o São Paulo).

Acabei, por assim dizer, tornando-me muito exigente em matéria de seleção. Acho o Parreira um retranqueiro daqueles, e odeio torcer para times retranqueiros, o que pode me fazer acompanhar e torcer para outra seleção.

Sim, a heresia das heresias, imperdoável e que pode mandar ao inferno sem direito a nenhuma parada no purgatório. Eu, brasileiro, torcendo para outra seleção.

Vou confessar, não seria a primeira vez. Em 1.994, estava torcendo pra Romênia, e depois da eliminação desta, só sobrou o Brasil mesmo. Em 1.998 eu era França (tenho inclusive duas camisas da seleção francesa).

Em 2.002 foi um caso a parte. O Brasil me conquistou no jogo com a Inglaterra (eu gosto muito do time inglês) e acabei torcendo a favor (até porque torcer pra Turquia é crueldade).

Minhas apostas para essa Copa: Alemanha (time da casa), Holanda, Rep. Tcheca e Portugal (Felipão é fogo).

Não consigo me empolgar com um time em que o marketing pessoal pesa mais que a qualidade; onde o jogador, pelo simples fato de jogar num time europeu já é considerado melhor do que os que jogam em times brasileiros; onde, não importa se o cara não joga bem faz anos, mas, se jogou naquela mesma posição quando o técnico da seleção dirigiu o clube dele, então o cara é nome certo pra Copa.

Solução? Quem sabe o Kaká e o Ronaldinho me façam mudar de idéia.

3 comentários:

Vilma Balint disse...

"onde, não importa se o cara não joga bem faz anos, mas, se jogou naquela mesma posição quando o técnico da seleção dirigiu o clube dele, então o cara é nome certo pra Copa" - esse cara, por acaso, atende pelo nome de Ricardinho? Traíra? Puxa-saco? Hehehehe... Não tá jogando nada em lugar nenhum esse tranqueira, meu time merecia estar representado pelo Nilmar. Mas o negócio é q eu não consigo torcer contra. Vou aderir à Nova Schin e torcer pela Costa do Marfim pra vice.

Vilma Balint disse...

"onde, não importa se o cara não joga bem faz anos, mas, se jogou naquela mesma posição quando o técnico da seleção dirigiu o clube dele, então o cara é nome certo pra Copa" - esse cara atende pelo nome Ricardinho? Traíra? Puxa-saco??? Não joga nada desde a copa passada esse trem. Meu time merecia ser representado pelo Nilmar. Mas o fato é q eu não consigo torcer contra a seleção... Por mais realista que eu seja, eu adoro esse clima todo.

Anônimo disse...

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